terça-feira, 14 de abril de 2026

PRÓXIMAS DATAS PARA PAGAMENTOS DE MENSALIDADES

Os alunos abaixo têm seu vencimento no próximo sábado, dia 18/04/26.

 

Bianca Ferreira de Almeida Bruschi

Davi Borges Gama

Guilherme Lionel Fernandes de Moraes *

Maitê Amarilha Lemes

Marjorie Galindo de Araújo

Nathalia Fonseca Santos

Nathaly dos Santos Oleijnik 

Pedro de Amorim Lima

 

 


segunda-feira, 13 de abril de 2026

TAREFA DE MATEMÁTICA PARA 18/04/26 – VALE 5,0%

Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:

(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html) para realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.

 

01) Calcule a expressão a seguir e marque a alternativa que contenha seu resultado correto:

 


a) 8/5

b) 13/5

c) 17/5

d) 23/10

e) 1/10

 

02) Aponte a alternativa incorreta:

 


 

03) Numa campanha beneficente, quatro empresas se comprometeram a doar parte de sua arrecadação em 8 de abril. A empresa A, prometeu doar 2/3 da arrecadação. Já a empresa B, 1/4. As empresas C e D prometeram doar 1/5 de sua arrecadação. Estas foram as arrecadações das empresas no dia 08 de abril:

 

Empresa A = R$ 15.000,00

Empresa B = R$ 8.000,00

Empresa C = R$ 11.000,00

Empresa D = R$ 9.000,00

 

Sendo assim, o total de arrecadações das quatro empresas foi de:

a) R$ 12.000,00

b) R$ 15.000,00

c) R$ 16.000,00

d) R$ 20.000,00

e) R$ 22.000,00

 

04) Calcule a subtração abaixo e marque a alternativa que contenha seu resultado correto:

 


a) -3/7

b) -5/7

c) 8/7

d) 3/7

e) 7/7

 

05) Durante a disputado dos jogos estudantis, um estudante que estava competindo na modalidade de xadrez venceu 3/7 das partidas disputadas. Se ele jogou 56 partidas, então o número que partidas que ele perdeu é igual a:

a) 32 partidas

b) 24 partidas

c) 17 partidas

d) 13 partidas

e) 12 partidas


TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA 18/04/26 – VALE 5,0%

Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:

(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html) para realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.

 

O carnaval e o menino

Carlos Heitor Cony (Colunista da Folha)

 


"No grande teatro da vida/ vão levar mais uma vez/ a revista colossal:/ pierrô, arlequim, colombina/ vão a preços populares/ repetir o carnaval." Taí a quadrinha de antiga, eu era menino e esperava o carnaval com certo temor, medo dos mascarados e, ao mesmo tempo, vontade de ser um deles.

Até que fui - e não apenas durante o carnaval. Grudei na cara várias máscaras -e se não obtive poder e glória, ao menos sobrevivi no meu canto, fazendo um tipo de carnaval a meu modo, véspera de cinzas.

Já encarei de tudo. Desde os retiros espirituais no seminário (segundo as santas regras de Santo Afonso Maria de Ligório), até o retiro forçado na cela da Polícia Especial.

Também fui a outros folguedos. Para opróbrio dos meus descendentes, saí de morcego assustando outras crianças em Paquetá. Minha mãe havia feito complicada fantasia de chinês (ou japonês, dava na mesma), cuja atração era o chapéu de cartolina, em óbvio feitio de chapéu de chinês.

Tomaram meu silêncio como aprovação. Suei frio ao me imaginar com aquele chapéu, mas aí o meu irmão virou a mesa, ele ia sair de reles marinheiro americano, não era bem uma fantasia mas um quebra-galho carnavalesco, urinou em cima do meu chapéu chinês.

Não havia tempo para a fabricação de um artefato elaborado como aquele. O pai deu-lhe safanões por conta do chapéu e de outras patifarias genéricas e acumuladas.

Minha mãe foi ao armarinho, comprou pano preto, a horrível máscara que cheirava a papelão e a cola -e assim passei e passeei os três dias pelas ruas cheias de sol de Paquetá, dando susto nas crianças que conhecia e evitando aquelas que não conhecia, podiam ser mais fortes do que eu e aí o sovado seria eu.

Quando a tarde caía, botava a máscara para trás da cabeça, sentindo-me amaldiçoado, perguntando-me sem resposta: quem foi o cretino que inventou essas coisas? Em casa, queriam saber se eu havia gostado. Respondia que sim.

No rádio, tocavam as músicas do ano, o grande teatro da vida, o pierrô, o arlequim, a colombina a preços populares -o pai não achava os preços tão populares assim. E numa madrugada ele me acordou e me levou até a ponte onde chegava a última barca trazendo os escombros, mutilados pedaços de um rancho que voltava do Rio. Os fogos-de-bengala, ainda vivos e esverdeados, iluminavam as espumas que vinham morrer na praia dos Tamoios. As lanternas de vidro colorido refletiam-se nas cabeleiras empoadas dos mestre-salas.

Ao pisar terra firme, o rancho renascia de seu cansaço e se arrastava uma vez mais na marcha-hino que louva a ilha, "Paquetá é um céu profundo/ que começa neste mundo/ mas não sabe onde acabar". O ritmo era mais lento e as luzes ficavam mais tristes dentro da madrugada. Longe, o faroleiro do Xeréu apagava seu facho vermelho: era outro dia.

Vestia o morcego outra vez, a máscara com cheiro de papelão e cola, e eu sozinho, eu-morcego, batendo as ruas cheias de sol, encontrava outros morcegos, era uma espécie de fantasia oficial dos meninos de Paquetá.

E sentia frio na espinha quando esbarrava com uma caveira, de camisola branca e encardida, a cruz preta nas costas, devia ser um garoto igual a mim, mas nunca se sabe, e esta dúvida me perseguia a tarde inteira, por que botam caveiras nas ruas do carnaval?

E eu não entendia o grande teatro da vida (tampouco o entendo agora) nem o pierrô com seu branco rosto banhado de luar. E quando tirava a máscara, ela estava molhada de suor, um suor tão salgado e meu que parecia lágrima.

 

01) Sobre o texto, é correto afirmar que:

a) Trata-se de um texto narrativo pois o autor conta a história do carnaval de sua infância;

b) Trata-se de um texto descritivo, porque intercala detalhe das roupas, das músicas, das brincadeiras representando as festas juninas do Brasil;

c) As primeiras linhas do texto estão em itálico e entre aspas porque trata-se de uma citação do menino;

d) A expectativa do narrador-personagem com relação ao carnaval não era conflituosa;

e) O narrador, apesar de fantasiar-se no carnaval e colocar máscaras também na vida, não venceu o medo.

 

02) Ainda sobre o texto, não é correto afirmar que:

a) O narrador esteve preso por um tempo, o que é reforçado pelo trecho "retiro forçado na cela da polícia especial";

b) No parágrafo em que se lê "tomaram o meu silêncio como aprovação." É uma afirmativa que corresponde ao provérbio "quem cala consente.";

c) Diante do comportamento do irmão, os pais do narrador tomaram atitudes diferentes;

d) O narrador em relação às crianças, evitava assustá-las, porque podiam ser mais fortes que ele;

e) O narrador sentia frio na espinha ao ver alguém fantasiado de caveira, muito provavelmente devido ao seu tempo na cadeia.

 

03) Observe o trecho a seguir:

“...era uma espécie de fantasia oficial dos meninos de Paquetá.”

Os termos em destaque representam:

a) um adjetivo pátrio

b) uma locução adjetiva

c) um adjetivo composto

d) uma locação adverbial

e) nra

 

04) Avaliando todos os adjetivos sublinhados abaixo, classifique-os em Uniformes (U) ou, Biformes (B). Depois marque a alternativa que contenha a sequência correta das respostas:

 


a) U – B – U – B – U

b) B – B – B – U – U

c) B – U – B – U – B

d) U – B – B – U – B

e) U – U – U – B – B

 

05) Analisando os adjetivos sublinhados nas alternativas abaixo, marque aquela onde sua classificação está incorreta:

a) Paquetá é um céu profundo/ que começa neste mundo/ mas não sabe onde acabar". (adjetivo primitivo)

b) O ritmo era mais lento e as luzes ficavam mais tristes dentro da madrugada. (adjetivo derivado)

c) ... era uma espécie de fantasia oficial dos meninos de Paquetá. (adjetivo simples)

d) ... nem o pierrô com seu branco rosto banhado de luar. (adjetivo primitivo)

e) E quando tirava a máscara, ela estava molhada de suor, um suor tão salgado e meu que parecia lágrima. (adjetivo simples)

domingo, 12 de abril de 2026

MEUS QUERIDOS 💗

Ana Sophia, Maria Eduarda, Caio, Enrique, Jorge, Samuel, Kennedy, Vitor, Ana Julia e Annye.







💖💖💖

 




segunda-feira, 6 de abril de 2026

PRÓXIMAS DATAS PARA PAGAMENTOS DE MENSALIDADES

Os alunos abaixo têm seu vencimento no próximo sábado, dia 11/04/26.

 

Aline de Moura Sales 

Ana Vitória Santos Cunha

Anna Sophia Gonçalves Russi

Caio Prestes Salvaterra

Camila Bonfim da Silva Cruz

Guilherme Kenji Hayakawa Araújo   

Guilherme Lionel Fernandes de Moraes

Igor Cézar de Azevedo *

Isadora Moura de Paula *

Juliano Junior Dávalos de Arruda *

Lívia Castro

Luiz Gabriel Peniche de Oliveira

Luiz Henrique Pereira da Silva 

Miguel Klaus Ribeiro

Nicollas Barros Ribeiro *

Nicolli Sophia de Araújo Magalhães *

Pyetra Rafaelle Marinho Gomes

Rafael Rojas Sales Crubellate

Sofia Gabriella Arruda de Almeida Santos   

Tainá Pimentel da Rosa

 

ALUNOS INSCRITOS NO I SIMULADÃO 2026 - Lista atualizada!

 



 


APROVEITAMENTO BIMESTRAL – 1º Bimestre

Aqui, três alunas, dentre os melhores desempenhos do bimestre que se findou em março de 2026.

 

Annye Hadassa Ferreira Mendes da Silva

Maria Clara Soares Leite

Marjorie Galindo de Araújo

 

Através de um sorteio, cada uma ganhou um PIX de R$ 150,00, que foi devidamente enviado a seus responsáveis.


Parabens minhas queridas!

Continuem assim!

❤❤❤




 


GANHADORES DA PROMOÇÃO DE PÁSCOA 2026

Estes são os alunos que ganharam a promoção de páscoa 2026!

Cada um ganhou:

01 Ovo de Páscoa Lacta com 540g

Parabéns minhas queridas e meu querido!

❤❤❤

 

Ana Vitória Rodrigues dos Santos

Diogo Borlin 

Letícia Cavalcante de Abreu



sábado, 4 de abril de 2026

quarta-feira, 1 de abril de 2026

PRÓXIMAS DATAS PARA PAGAMENTOS DE MENSALIDADES

Os alunos abaixo têm seu vencimento no próximo sábado, dia 04/04/26.

 

Agatha Emanuely da Rocha

Ana Julia Andrade de Amorim

Ana Julya Silva de Oliveira

Ana Sophia Sousa Maia

Anna Luiza Barreto Silva

Annye Hadassa Ferreira Mendes da Silva

Diogo Borlin

Elano Gonçalves Padilha

Enrique Rodrigues Souza

Enzo Rondon

Felipe Tomassewski Costa

Gabriela Figueiredo Santos Lara

Giovanna Armôa Pimenta

Hellen Crystina Ferraz da Silva

Igor Cézar de Azevedo

Isadora Moura de Paula

João Paulo Bastos Facincane

João Victor Santos Eregipe

Jorge Miguel de Almeida Oliveira

Juliano Junior Dávalos de Arruda

Junara Neis Santos Morais

Kennedy Willian Moraes dos Santos

Kleber Costa da Silva Junior

Livia Bernini

Lucas Dorileo França

Luiz Fernando Souza Andrade

Maísa de Moura Barros

Marcos Henrique da Silva Campos

Maria Clara Soares Leite

Maria Eduarda Moreira Viera

Marilia Miranda Reis  

Murilo Greff Córdova Alves

Nathália Lima Coli Cardoso

Nicolas Santana Correia

Nicollas Barros Ribeiro

Nicolli Sophia de Araújo Magalhães

Paola Brandini Spolador

Quenã Alexandre Novaes

Rafael Clyson Herculano Alcantara

Samara Miltes Camilo da Silva 

Samuel Andrade Beser

Sara Andrade Beser

Sophia Armôa Pimenta

Sophia Azevedo de Almeida e Silva

Sophya Boanerges de Oliveira

Wevillyn Vitoria Oloemer da Silva

Yan Gabriel Firmino Rodrigues

 

segunda-feira, 30 de março de 2026

TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA 04/04/26 – VALE 10,0%

Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:

(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html) para realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.

 

Texto 01

 

COMUNICAÇÃO
Luís Fernando Veríssimo

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?

- Posso ajudá-lo, cavalheiro?

- Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...

- Pois não?

- Um... como é mesmo o nome?

- Sim?

- Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.

- Sim senhor.

- O senhor vai dar risada quando souber.

- Sim senhor.

- Olha, é pontuda, certo?

- O quê, cavalheiro?

- Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?

- Infelizmente, cavalheiro...

- Ora, você sabe do que eu estou falando.

- Estou me esforçando, mas...

- Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?

- Se o senhor diz, cavalheiro.

- Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.

- Sim senhor. Pontudo numa ponta.

- Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?

- Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?

- Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.

- Sinto muito.

- Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando.

- Eu não estou pensando nada, cavalheiro.

- Chame o gerente.

- Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer, é feito do quê?

- É de, sei lá. De metal.

- Muito bem. De metal. Ela se move?

- Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.

- Tem mais de uma peça? Já vem montado?

- É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.

- Francamente...

- Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa.

- Ah, tem clique. É elétrico.

- Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.

- Já sei!

- Ótimo!

- O senhor quer uma antena externa de televisão.

- Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo...

- Tentemos por outro lado. Para o que serve?

- Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.

- Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e...

- Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!

- Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!

- É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?

  


VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comunicação In: Amor Brasileiro.Rio de Janeiro, José Olympio, 1977. P.143-5

 

01) Sobre o texto, pode-se afirmar que:

a) O assunto do texto não contradiz seu título;

b) O assunto do texto é a dificuldade de comunicação por parte do comprador:

c) Há um desencontro de informações provocado pelo comprador;

d) O vendedor tem dificuldade de entender o comprador;

e) nra

 

02) Ainda sobre o texto, é incorreto afirmar que:

a) Há uma diferença no nível de linguagem entre os dois personagens

b) O vendedor usa uma linguagem mais formal.

c) Quem possui uma linguagem menos culta é o comprador

d) O comprador usa de gírias em suas falas.

e) O comprador usa palavras claras e precisas como “coisa” e “negócio”.

 

03) Observe:

“ – [ ... ] O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando.”

 

Nesse trecho, o autor está sendo irônico. Por quê?

a) Porque a impossibilidade de se escrever números, deriva-se da falta de alfabetização e não da capacidade mental dos seres humanos. Espera-se entender que com isso, houve um certo deboche por parte do vendedor.

b) Na verdade ele se refere ao desenho dos itens de compra.

c) No caso, não saber fazer o número oito seria mesmo mostra de debilidade mental. Logo, o autor está dizendo o contrário do que pensa, para causar impacto no leitor.

d) Porque não é necessário se fazer desenhos das coisas, independente do caso.

e) Na verdade, o desencontro de informações entre os dois, disseminou muitos questionamentos, que levou ao momento do desenho, que por si só, já é irônico.

 

04) Observe o trecho do texto 01: “- O senhor vai dar risada quando souber.” Sobre o termo sublinhado é correta a classificação...

a) Substantivo Comum e Primitivo;

b) Substantivo Derivado e Simples;

c) Substantivo Próprio e Composto;

d) Substantivo Composto e Concreto;

e) Substantivo Coletivo e Derivado;

 

05) “- Eu não estou pensando nada, cavalheiro”. Neste trecho, o substantivo sublinhado, ao sofrer alteração de número, ficaria:

a) dama

b) senhora

c) cavalheiros

d) cavalheirinho

e) cavaleiro

 

Texto 02

 

AS MÃOS QUE LIAM

 

Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:

– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos.

– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.

– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?

Se eu queria? Mas como perder tal maravilha? Aquela moça devia ser uma criatura encantada, que tinha parte não com o diabo, mas com Deus e todos os anjos. Talvez fosse até santa, fazedora de milagres, dessas que saíam nas procissões de Saracena, acompanhadas por velas e cânticos.

Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores.

De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). E, quando se aproximou do altar, fez o sinal da cruz, sentando-se à nossa frente. Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.

Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.

E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?...)

– Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.

Eu estava perplexa:

– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?

– Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.

Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.

– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!

– Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.

Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. E fui tentando, nos dias que se seguiram, apalpar as coisas que estavam na minha frente. Era uma nova brincadeira: fechava os olhos e tateava. E assim fui aprendendo a conhecer a lisura de uma folha de papel, as nervuras de uma folha de árvore, o calor de uma cinza da lareira, o veludoso da pele do meu rosto, o fofo do miolo do pão, a aspereza de uma pedra da rua, a fluidez da água da fonte.

E uma noite, depois de acabar de rezar e depois que vovó Catarina apagou a vela do quarto, eu quis ler o escuro. Ergui as mãos e fui tocando a espessura negra à volta da cama. E aí a noite ficou presa entre meus dedos, silenciosamente adormecida até o alvorecer...

 


LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

 

06) Sobre o texto, pode-se afirmar que:

a) No sexto parágrafo, Fortunella compara o ato de ler com as mãos, ao de colher frutos maduros;

b) A moça cega aparece na igreja de forma repentina, mas não inesperada;

c) Em “Abrindo um enorme livro, realizou o milagre” a narradora se refere a sabedoria do vovô Leone;

d) Em “enxergar é uma benção” a avó de Fortunella se refere ao fato da menina querer ler com as mãos, sendo que ela possui perfeitamente todos os sentidos;

e) nra

 

07) Ainda sobre o texto, é incorreto afirmar que:

a) Quem contou a novidade inicial a Fortunella foram suas amigas, pois a mesma estava doente naquela época.

b) No período “Mas como perder tal maravilha”, Fortunella se refere ao fato da igreja possuir curso de braile (leitura com as mãos)

c) A menina que lia com as mãos, usava uma bengala e andava devagar;

d) As páginas do livro lido pela menina que lia com as mãos não possuíam letras;

e) A primeira pessoa que Fortunella pensou em contar a novidade foi seu avô.

 

08) A personagem principal desta narrativa é uma menina. Qual das alternativas a seguir não corresponde à linguagem, às atitudes e aos sentimentos bem próprios da infância?

a) Na primeira frase do texto, Fortunatella se refere às amigas no diminutivo – “amiguinhas”.

b) Ela fica desapontada por não ter sido a primeira a descobrir a novidade da aldeia; ela acreditou que estava diante de um milagre ao ver a moça lendo com as mãos; vive no mundo da imaginação, da fantasia, pois acredita que a França é um reino encantado.

c) Fortunatella usa o recurso da comparação para descrever a forma de a moça cega ler: “recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores”.

d) A personagem é ingênua, ela diz ao avô que quer ler com as mãos porque é “mais bonito do que com os olhos”.

e) nra

 

09) Em qual das alternativas abaixo, o termo em destaque é Substantivo Próprio?

a) Ela lê com as mãos.

b) Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo.

c) ..., dessas que saíam nas procissões de Saracena, acompanhadas por velas e cânticos.

d) Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos.

e) Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...).

 

10) Em qual das alternativas abaixo, a classificação está incorreta?

a) Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. (substantivo abstrato)

b) Ele viajava nos livros. (substantivo coletivo)

c) – Não sei, Fortunatella, não sei. (substantivo simples)

d) ..., o fofo do miolo do pão, a aspereza de uma pedra da rua, a fluidez da água da fonte. (substantivo comum)

e) E uma noite, depois de acabar de rezar e depois que vovó Catarina apagou a vela do quarto, eu quis ler o escuro. (substantivo próprio)