terça-feira, 1 de abril de 2025
segunda-feira, 31 de março de 2025
PRÓXIMAS DATAS PARA PAGAMENTOS DE MENSALIDADES
Os alunos abaixo têm seu vencimento no próximo sábado, dia 05/04/25.
Annalyz
de Oliveira Correia |
Annelize
de Paula Silva Amorim |
Carion
Vinicius Siqueira de Souza |
Edgar
Platyon de Souza Paes |
Gabriel
Graffitti Lara |
Gael
Procopi |
Heitor Gabriel Moreno Siqueira * |
Helloyse Pinheiro Neto Cavalcante
* |
Maria
Eduarda Ferretti da Rosa |
Pedro Henrique Alves de Oliveira
Silva |
Quenã Alexandre Novais |
Sarah
Menna Barreto Ferreira |
TAREFA DE MATEMÁTICA PARA 05/04/25 – VALE 5,0%
Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:
(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html) para
realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.
01) O Rali Dakar, anteriormente
conhecido como Rali Paris-Dakar, é uma prova de rali off-road que acontece
em estradas públicas. É a mais longa prova de rali do mundo, com uma distância
média e 7.700 km. Em determinado momento da corrida os participantes Cristina
Gutiérrez, Carlos Sainz, Mattias Ekström, Nani Roma e Mitch Guthrie já tinham
cumprido 1/10, 1/7, 1/14, 3/21 e 2/28 do percurso, respectivamente. Sendo assim,
é correto afirmar que:
obs. obrigatória a demonstração dos cálculos.
a) o
piloto Mitch Guthrie ainda precisa percorrer 7.150 km
b) Nani
Roma já percorreu 6.600 km
c) Mattias
Ekström ainda precisa percorrer 550 km
d) Carlos
Sainz percorreu mais quilômetros que Nani Roma
e) Cristina
Gutiérrez está à frente de todos.
02) Resolva a expressão a seguir e
marque a alternativa que contenha seu resultado correto:
a) 1/5
b) 3/10
c) 21/5
d) 2/5
e) 2/15
03) Resolva a expressão a seguir e
marque a alternativa que contenha seu resultado correto:
obs. obrigatória a demonstração dos cálculos.
(- 6,75) + [- (2,2 + 0,8) + 3] – 1,06 = ?
a) 10,5
b) 3,1
c) 12,9
d) 7,81
e) 5,5
04) Uma lagartixa, subiu 1,3 m em
uma parede da casa de Lúcio. Isso em relação ao chão. Depois, na mesma noite,
desceu 0,65 m e voltou a subir 0,89 m. Já amanhecendo, a mesma subiu 0,35 m e
desceu 1 m.
Sendo assim, ao amanhecer, em ponto da parede a lagartixa se encontra, em relação
ao chão?
obs. obrigatória a demonstração dos cálculos.
a) 0,9 m
b) 0,89 m
c) 1 m
d) 1,35 m
e) 1,5 m
05) Resolva a expressão a seguir e
marque a alternativa que contenha seu resultado correto:
obs. obrigatória a demonstração dos cálculos.
(1,26 x 5,55) : 0,03 = ?
a) 201,3
b) 233,1
c) 103,33
d) 3,13
e) 211,2
TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA 05/04/25 – VALE 5,0%
Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:
(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html) para
realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.
Texto 01
O carnaval e o
menino
CARLOS HEITOR CONY
Colunista
da Folha
"No grande
teatro da vida/ vão levar mais uma vez/ a revista colossal:/ pierrô, arlequim,
colombina/ vão a preços populares/ repetir o carnaval." Taí a quadrinha
de antiga, eu era menino e esperava o carnaval com certo temor, medo dos
mascarados e, ao mesmo tempo, vontade de ser um deles.
Até que fui - e
não apenas durante o carnaval. Grudei na cara várias máscaras -e se não obtive
poder e glória, ao menos sobrevivi no meu canto, fazendo um tipo de carnaval a
meu modo, véspera de cinzas.
Já encarei de
tudo. Desde os retiros espirituais no seminário (segundo as santas regras de
Santo Afonso Maria de Ligório), até o retiro forçado na cela da Polícia
Especial.
Também fui a
outros folguedos. Para opróbrio dos meus descendentes, saí de morcego
assustando outras crianças em Paquetá. Minha mãe havia feito complicada
fantasia de chinês (ou japonês, dava na mesma), cuja atração era o chapéu de
cartolina, em óbvio feitio de chapéu de chinês.
Tomaram meu
silêncio como aprovação. Suei frio ao me imaginar com aquele chapéu, mas aí o
meu irmão virou a mesa, ele ia sair de reles marinheiro americano, não era bem
uma fantasia mas um quebra-galho carnavalesco, urinou em cima do meu chapéu
chinês.
Não havia tempo
para a fabricação de um artefato elaborado como aquele. O pai deu-lhe safanões
por conta do chapéu e de outras patifarias genéricas e acumuladas.
Minha mãe foi ao
armarinho, comprou pano preto, a horrível máscara que cheirava a papelão e a
cola -e assim passei e passeei os três dias pelas ruas cheias de sol de
Paquetá, dando susto nas crianças que conhecia e evitando aquelas que não
conhecia, podiam ser mais fortes do que eu e aí o sovado seria eu.
Quando a tarde
caía, botava a máscara para trás da cabeça, sentindo-me amaldiçoado,
perguntando-me sem resposta: quem foi o cretino que inventou essas coisas? Em
casa, queriam saber se eu havia gostado. Respondia que sim.
No rádio, tocavam
as músicas do ano, o grande teatro da vida, o pierrô, o arlequim, a colombina a
preços populares -o pai não achava os preços tão populares assim. E numa
madrugada ele me acordou e me levou até a ponte onde chegava a última barca
trazendo os escombros, mutilados pedaços de um rancho que voltava do Rio. Os
fogos-de-bengala, ainda vivos e esverdeados, iluminavam as espumas que vinham
morrer na praia dos Tamoios. As lanternas de vidro colorido refletiam-se nas
cabeleiras empoadas dos mestre-salas.
Ao pisar terra
firme, o rancho renascia de seu cansaço e se arrastava uma vez mais na
marcha-hino que louva a ilha, "Paquetá é um céu profundo/ que começa neste
mundo/ mas não sabe onde acabar". O ritmo era mais lento e as luzes
ficavam mais tristes dentro da madrugada. Longe, o faroleiro do Xeréu apagava
seu facho vermelho: era outro dia.
Vestia o morcego
outra vez, a máscara com cheiro de papelão e cola, e eu sozinho, eu-morcego,
batendo as ruas cheias de sol, encontrava outros morcegos, era uma espécie de
fantasia oficial dos meninos de Paquetá.
E sentia frio na
espinha quando esbarrava com uma caveira, de camisola branca e encardida, a
cruz preta nas costas, devia ser um garoto igual a mim, mas nunca se sabe, e
esta dúvida me perseguia a tarde inteira, por que botam caveiras nas ruas do
carnaval?
E eu não entendia
o grande teatro da vida (tampouco o entendo agora) nem o pierrô com seu branco
rosto banhado de luar. E quando tirava a máscara, ela estava molhada de suor,
um suor tão salgado e meu que parecia lágrima.
01) Sobre o texto, é correto
afirmar que:
a) Trata-se de um texto narrativo pois o
autor conta a história do carnaval de sua infância;
b) Trata-se de um texto descritivo, porque
intercala detalhe das roupas, das músicas, das brincadeiras representando as
festas juninas do Brasil;
c) As primeiras linhas do texto estão em
itálico e entre aspas porque trata-se de uma citação do menino;
d) A expectativa do narrador-personagem
com relação ao carnaval não era conflituosa;
e) O narrador, apesar de fantasiar-se no
carnaval e colocar máscaras também na vida, não venceu o medo.
02) Ainda sobre o texto, não
é correto afirmar que:
a) O narrador esteve preso por um tempo, o
que é reforçado pelo trecho "retiro forçado na cela da polícia
especial";
b) No parágrafo em que se lê "tomaram
o meu silêncio como aprovação." É uma afirmativa que corresponde ao
provérbio "quem cala consente.";
c) Diante do comportamento do irmão, os
pais do narrador tomaram atitudes diferentes;
d) O narrador em relação às crianças,
evitava assustá-las, porque podiam ser mais fortes que ele;
e) O narrador sentia frio na espinha ao
ver alguém fantasiado de caveira, muito provavelmente devido ao seu tempo na
cadeia.
03) Pode-se afirmar que, no texto,
prevalece a:
a) 1ª pessoa do singular;
b) 2ª pessoa do singular;
c) 3ª pessoa do singular;
d) 1ª pessoa do plural;
e) 2ª pessoa do plural;
04) Em todos trechos abaixo,
retirados do texto, há a presença de Pronomes Pessoais o Caso Obliquo, com
exceção da alternativa...
a) E numa madrugada ele me acordou e me
levou até a ponte onde chegava a última barca...
b) O pai deu-lhe safanões por conta do
chapéu e de outras patifarias genéricas e acumuladas.
c) E numa madrugada ele me acordou e me
levou até a ponte onde chegava a última barca trazendo os escombros,...
d) As lanternas de vidro colorido
refletiam-se nas cabeleiras empoadas dos mestre-salas.
e) Quando a tarde caía, botava a máscara
para trás da cabeça, sentindo-me amaldiçoado,...
05) Carlos Heitor Cony foi um
jornalista e escritor brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras desde
2000, foi colunista do jornal Folha de São Paulo e comentarista da rádio CBN de
São Paulo. Dentre seus vários textos escritos à Folha, há “O terceiro Mandato”
escrito em 2010. Veja o trecho incial deste texto:
“A Constituição de 1988 proíbe o terceiro mandato presidencial,
aliás, proibia também o segundo, mas os interessados descolaram a emenda para
reeleger um tucano.”
Neste trecho, podemos afirmar que:
a) há um número e dois numerais cardinais;
b) há um número e dois numerais ordinais;
c) há três numerais;
d) há três números;
e) não há números, apenas numerais.
domingo, 30 de março de 2025
PONTOS E VÍRGULAS NOS NÚMEROS
A cada milhar, milhão e bilhão, você deve colocar um ponto. Esta é uma regra obrigatória da matemática mas desrespeitada por calculadoras e programas de computador. Porém, VOCÊ não deve desrespeitar.
VOCÊ TEM QUE COLOCAR PONTOS nos números que os exijam!
À cada 3 algarismos, contando da direita para esquerda, coloque um ponto. Na hora da leitura o primeiro ponto vale mil, o segundo, milhão, o terceiro é trilhão e assim por diante.
Vírgula, você só deve usar para números quebrados, como centavos em valores de moeda ou em medidas não inteiras como altura (Ex. Maria tem 1,82 m de altura.).
Nunca use vírgula no lugar de ponto: isso só deve acontecer em textos de língua estrangeira, como inglês.
Obs. Não existe mais de uma vírgula por número.
Ex. o valor quatrocentos e um mil, setecentos e vinte e cinco reais e setenta centavos fica assim.
sábado, 29 de março de 2025
segunda-feira, 24 de março de 2025
PRÓXIMAS DATAS PARA PAGAMENTOS DE MENSALIDADES
Os alunos abaixo têm seu vencimento no próximo sábado, dia 29/03/25.
Amanda Yumi
Tanaka de Castro |
Ana Julia Andrade
de Amorim |
Ariane Gabriele
Moura |
Barbara Adryanny Barbosa Cavalcante |
Diogo
Phelipe Francelino de Campos |
Eloize Rinaê dos
Santos Thomé |
Emanuel Araújo
Silva |
Emanuelle Beatriz Silva de |
Emili
Balduino Ferreira |
Enzo Ferreira
Costa Leite |
Felipe Marques
da Silva |
Giovana Carreiro
de Oliveira |
Guilherme
Antonio Pedroso Pereira |
Guilherme
Marques da Silva |
Heitor Gabriel
Moreno Siqueira |
Helena
Rodrigues Barbosa * |
Helloyse
Pinheiro Neto Cavalcante |
Isabelly Mariany
Mendes Gurgel |
João Víctor
Silva Sarkis Moor Santos |
Lais Leandro de
Oliveira |
Leticia Said
Pinheiro Queiroz |
Lívia Rafaele
Gonçalves Lima |
Luiz Carlos
Azevedo Costa Pereira Filho |
Luna
Helena de Oliveira Pereira |
Luna
Santos Jucá Corrêa Lima |
Matheus Silva
Sarkis Moor Santos |
Saymon Pedroso
de Oliveira |
Thaylla Fernanda
Silva Rocha |
Yan
Gabriel Firmino Rodrigues |
Yasmin Peixoto
da Silva Cerqueira |
TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA 29/03/25 – VALE 10,0%
Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:
(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html) para
realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.
Texto 01
COMUNICAÇÃO
Luís
Fernando Veríssimo
É importante saber
o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se
entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
- Posso ajudá-lo,
cavalheiro?
- Pode. Eu quero
um daqueles, daqueles...
- Pois não?
- Um... como é
mesmo o nome?
- Sim?
- Pomba! Um...
um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa
simples, conhecidíssima.
- Sim senhor.
- O senhor vai dar
risada quando souber.
- Sim senhor.
- Olha, é pontuda,
certo?
- O quê,
cavalheiro?
- Isso que eu
quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí
vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na
ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie
de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a
pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa
pontuda que fecha. Entende?
- Infelizmente,
cavalheiro...
- Ora, você sabe
do que eu estou falando.
- Estou me
esforçando, mas...
- Escuta. Acho que
não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?
- Se o senhor diz,
cavalheiro.
- Como, se eu
digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta.
Posso não saber o nome da coisa, isso é um
detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.
- Sim senhor.
Pontudo numa ponta.
- Isso. Eu sabia
que você compreenderia. Tem?
- Bom, eu preciso
saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o
senhor desenha para nós?
- Não. Eu não sei
desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.
- Sinto muito.
- Não precisa
sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil
mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse
raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números.
Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por
exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como
você está pensando.
- Eu não estou
pensando nada, cavalheiro.
- Chame o gerente.
- Não será
preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa
que o senhor quer, é feito do quê?
- É de, sei lá. De
metal.
- Muito bem. De
metal. Ela se move?
- Bem... É mais ou
menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e
encaixa na ponta, assim.
- Tem mais de uma
peça? Já vem montado?
- É inteiriço.
Tenho quase certeza de que é inteiriço.
- Francamente...
- Mas é simples!
Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo,
outra volta e clique, encaixa.
- Ah, tem clique.
É elétrico.
- Não! Clique, que
eu digo, é o barulho de encaixar.
- Já sei!
- Ótimo!
- O senhor quer
uma antena externa de televisão.
- Não! Escuta
aqui. Vamos tentar de novo...
- Tentemos por
outro lado. Para o que serve?
- Serve assim para
prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por
aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.
- Certo. Esse
instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco
alfinete de segurança e...
- Mas é isso! É
isso! Um alfinete de segurança!
- Mas do jeito que
o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!
- É que eu sou
meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?
VERÍSSIMO, Luis
Fernando. Comunicação In: Amor Brasileiro.Rio de Janeiro, José Olympio, 1977. P.143-5
01) Sobre o texto, pode-se afirmar
que:
a) O assunto do texto não contradiz seu
título;
b) O assunto do texto é a dificuldade de
comunicação por parte do comprador:
c) Há um desencontro de informações
provocado pelo comprador;
d) O vendedor tem dificuldade de entender
o comprador;
e) nra
02) Ainda sobre o texto, é
incorreto afirmar que:
a) Há uma diferença no nível de linguagem
entre os dois personagens
b) O vendedor usa uma linguagem mais
formal.
c) Quem possui uma linguagem menos culta é
o comprador
d) O comprador usa de gírias em suas
falas.
e) O comprador usa palavras claras e
precisas como “coisa” e “negócio”.
03) Observe:
“ – [ ... ] O desenho não me
faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais
complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas
não sou um débil mental, como você está pensando.”
Nesse trecho, o autor está sendo irônico.
Por quê?
a) Porque a impossibilidade de se escrever
números, deriva-se da falta de alfabetização e não da capacidade mental dos
seres humanos. Espera-se entender que com isso, houve um certo deboche por
parte do vendedor.
b) Na verdade ele se refere ao desenho dos
itens de compra.
c) No caso, não saber fazer o número oito
seria mesmo mostra de debilidade mental. Logo, o autor está dizendo o contrário
do que pensa, para causar impacto no leitor.
d) Porque não é necessário se fazer
desenhos das coisas, independente do caso.
e) Na verdade, o desencontro de
informações entre os dois, disseminou muitos questionamentos, que levou ao
momento do desenho, que por si só, já é irônico.
04) Observe o trecho do texto 01:
“É uma coisa simples, conhecidíssima.”
Sobre os adjetivos sublinhados,
pode-se afirmar que:
a) o termo “simples” pode ser classificado
como adjetivo derivado;
b) o termo “conhecidíssima”, pode ser
classificado como adjetivo primitivo;
c) o termo “simples” pode ser classificado
como adjetivo composto;
d) o termo “conhecidíssima”, pode ser
classificado como adjetivo simples;
e) o termo “simplificado’ poderia ser
classificado como adjetivo primitivo, uma vez que deu origem ao adjetivo “simples”.
05) Os adjetivos abaixo, foram
retirados do texto 01. Quanto a variação de gênero, classifique-os em (U) se
forem Uniformes, ou, (B) se forem Biformes. Depois marque a alternativa que contenha
a sequência correta das respostas:
( ) Pontuda
( ) Gigantesco
( ) Externa
( ) Simples
( ) Inteiriço
a) B – B – U – U – B
b) B – U – B – U – B
c) B – B – B – U – B
d) B – B – U – U – U
e) U – U – U – B – B
Texto 02
AS MÃOS QUE LIAM
Minhas amiguinhas
(...) tinham uma novidade para me contar:
– Enquanto você
estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta
dos dedos.
– Como? –
perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira
a descobrir o fato.
– É isso mesmo.
Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a
História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?
Se eu queria? Mas
como perder tal maravilha? Aquela moça devia ser uma criatura encantada, que
tinha parte não com o diabo, mas com Deus e todos os anjos. Talvez fosse até
santa, fazedora de milagres, dessas que saíam nas procissões de Saracena,
acompanhadas por velas e cânticos.
Na terça-feira,
fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu,
com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos,
como se fossem frutos maduros das árvores.
De súbito, ela
entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). E,
quando se aproximou do altar, fez o sinal da cruz, sentando-se à nossa frente.
Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não
nos via.
Abrindo um enorme
livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas
brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns
pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as
mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.
E foi para esse avô que eu fui contar
correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito,
que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será
que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?...)
– Fortunatella,
como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que
podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de
pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai
decifrando as frases.
Eu estava
perplexa:
– E quem
ensinou essa moça a ler desse jeito?
– Não sei,
Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito
de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.
Quarenta anos era uma eternidade, que eu
nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas –
que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.
– Vovô Leone, eu
também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!
– Não diga isso,
Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o
mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.
Fiquei olhando
vovô Leone, admirada da sua sabedoria. E fui tentando, nos dias que se
seguiram, apalpar as coisas que estavam na minha frente. Era uma nova
brincadeira: fechava os olhos e tateava. E assim fui aprendendo a conhecer a
lisura de uma folha de papel, as nervuras de uma folha de árvore, o calor de
uma cinza da lareira, o veludoso da pele do meu rosto, o fofo do miolo do pão,
a aspereza de uma pedra da rua, a fluidez da água da fonte.
E uma noite,
depois de acabar de rezar e depois que vovó Catarina apagou a vela do quarto,
eu quis ler o escuro. Ergui as mãos e fui tocando a espessura negra à volta da
cama. E aí a noite ficou presa entre meus dedos, silenciosamente adormecida até
o alvorecer...
LAURITO, Ilka
Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.
06) Sobre o texto, pode-se afirmar
que:
a) No sexto parágrafo, Fortunella compara
o ato de ler com as mãos, ao de colher frutos maduros;
b) A moça cega aparece na igreja de forma
repentina, mas não inesperada;
c) Em “Abrindo um enorme livro, realizou o
milagre” a narradora se refere a sabedoria do vovô Leone;
d) Em “enxergar é uma benção” a avó de
Fortunella se refere ao fato da menina querer ler com as mãos, sendo que ela
possui perfeitamente todos os sentidos;
e) nra
07) Ainda sobre o texto, é
incorreto afirmar que:
a) Quem contou a novidade inicial a
Fortunella foram suas amigas, pois a mesma estava doente naquela época.
b) No período “Mas como perder tal
maravilha”, Fortunella se refere ao fato da igreja possuir curso de braile
(leitura com as mãos)
c) A menina que lia com as mãos, usava uma
bengala e andava devagar;
d) As páginas do livro lido pela menina
que lia com as mãos não possuíam letras;
e) A primeira pessoa que Fortunella pensou
em contar a novidade foi seu avô.
08) A personagem principal desta
narrativa é uma menina. Qual das alternativas a
seguir não corresponde à linguagem, às atitudes e aos sentimentos bem
próprios da infância?
a) Na primeira frase do texto,
Fortunatella se refere às amigas no diminutivo – “amiguinhas”.
b) Ela fica desapontada por não ter
sido a primeira a descobrir a novidade da aldeia; ela acreditou que estava
diante de um milagre ao ver a moça lendo com as mãos; vive no mundo da
imaginação, da fantasia, pois acredita que a França é um reino encantado.
c) Fortunatella usa o recurso da
comparação para descrever a forma de a moça cega ler: “recolhia as palavras com
as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores”.
d) A personagem é ingênua, ela diz ao avô
que quer ler com as mãos porque é “mais bonito do que com os olhos”.
e) nra
09) Em qual das alternativas abaixo,
os termos em destaque NÃO representam uma Locução Adjetiva?
a) crianças do catecismo
b) fazedora de milagres
c) frutos maduros das árvores
d) aproximou do altar
e) cabeças de alfinete
10) O termo “fofo” presente ao
final do texto, quando adjetivo, e seguindo a gramatica normativa, assume seu aumentativo
na forma...
a) fofão
b) foférrimo
c) fofíssimo
d) fofolésimo
e) nenhuma das alternativas acima.