segunda-feira, 13 de julho de 2026
TAREFA DE MATEMÁTICA PARA 18/07/26 – VALE 5,0%
Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:
(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html)
para realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.
01) Classifique os polinômios abaixo e marque
a alternativa que contenha a sequência correta de suas respostas:
i) m3n + m2 + n4
ii) x2y3z4
iii) x2 + 3x + 7
iv) 3ab - 4xy - 10y + 5
v) 2x3 + y
a) monômio – trinômio – polinômio – binômio – trinômio
b) trinômio – polinômio – binômio – trinômio – monômio
c) trinômio – monômio – trinômio – polinômio – binômio
d) polinômio – binômio – trinômio – monômio – trinômio
e) binômio – trinômio – monômio – trinômio – polinômio
02)
Indique a alternativa onde o grau do polinômio está incorreto:
a)
xy3 + 8xy + x2y, grau 4
b)
2x4 + 3, grau 4
c)
ab + 2b + a, grau 2
d)
zk6 - 10z2k3w7 + 2x, grau
12
e)
nra
03)
Reduza a expressão a seguir e marque a alternativa que contenha sua resposta
correta:
(5a2 –
5ab + 6a) - (6ab – 8b - c)
a) 5a2 + 11ab – 6a + 8b + c
b) 5a2 + ab – 6a + 8b – c
c) 5a2 + ab + 6a – 8b – c
d) 5a2 – 11ab + 6a + 8b + c
e) 5a2 – ab + 6a – 8b – c
04)
Calcule o produto abaixo e marque a alternativa que contenha sua resposta
correta:
mn(5m2n5)(2
m3n)
a) 8m6n7
b) 7m5n6
c) 7m6n5
d) 10m6n7
e) 10m6n5
05)
Sabendo que 3 é raiz do polinômio p(a) = 3a4 – ma3, então, o valor de m é igual a:
a) -2
b) 3
c) 6
d) 7
e) 9
TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA 18/07/26 – VALE 5,0%
Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:
(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html)
para realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.
O arquivo
Victor Giudice
No fim de um ano de
trabalho, João obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
joão era moço. Aquele
era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos
poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso.
Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
No dia seguinte,
mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário
reduzido, podia pagar um aluguel menor.
Passou a tomar duas
conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais
cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.
Dois anos mais tarde,
veio outra recompensa.
O chefe chamou-o e
lhe comunicou o segundo corte salarial.
Desta vez, a empresa
atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por
cento.
Novos sorrisos, novos
agradecimentos, nova mudança.
Agora joão acordava
às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou
mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.
Prosseguiu a luta.
Porém, nos quatro
anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.
joão preocupava-se.
Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os.
Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar
mais duas horas diárias.
Uma tarde, quase ao
fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.
Respirou
descompassado.
— Seu joão. Nossa
firma tem uma grande dívida com o senhor.
joão baixou a cabeça
em sinal de modéstia.
— Sabemos de todos os
seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso
reconhecimento.
O coração parava.
— Além de uma redução
de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem,
rebaixá-lo de posto.
A revelação
deslumbrou-o. Todos sorriam.
— De hoje em diante,
o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias.
Contente?
Radiante, joão
gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao
trabalho.
Nesta noite, joão não
pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.
Mais uma vez,
mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche.
Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita
roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão.
Chegava em casa às
onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois
ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos
prêmios.
Aos sessenta anos, o
ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à
fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas
quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos
campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol
adquirido há muito tempo.
O corpo era um monte
de rugas sorridentes.
Todos os dias, um
caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de
serviço, foi convocado pela chefia:
— Seu joão. O senhor
acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a
partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.
O crânio seco
comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas
nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos.
Tentou sorrir:
— Agradeço tudo que
fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.
O chefe não
compreendeu:
— Mas seu joão, logo
agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de
pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto?
Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?
A emoção impediu
qualquer resposta.
joão afastou-se. O
lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A
cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos
lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.
joão transformou-se num arquivo de metal.
01) A Ironia consiste em
dizer o contrário do que se pensa, mas dando a entender o que realmente se
pensa, é empregada num texto como recurso para criticar determinada pessoa ou
determinada situação. Qual dos termos abaixo, retirados do texto não representa
ironia?
a) Recompensa
b) contentamento
c) reconhecimento
d) objetivos
e) emoção
02) O nome da personagem aparece grafado com
inicial maiúscula, apenas no primeiro parágrafo do texto. No restante da
narrativa parece com inicial minúscula. Sobre isso aponte a alternativa
correta:
a) Essa maneira de escrever não constitui uma
infração de ortografia;
b) A liberdade textual permite que o autor,
em qualquer tipo de texto, reduza a letra inicial do nome tornando-o um
substantivo comum;
c) A intenção do autor, ao infringir
propositalmente a gramática, provavelmente seria mostrar a transformação de
João numa coisa, num ser inanimado, já que substantivos comuns se grafam com
letra inicial minúscula;
d) João é um substantivo que pode ser comum e
próprio ao mesmo tempo na língua portuguesa;
e) nra
03) Ainda sobre o texto é falsa a
alternativa...
a) A situação ironizada pelo autor é a
situação do trabalhador, que por mais que se esforce, ganha cada vez menos e
acaba perdendo a dignidade;
b) O clímax da gradação apresentada no texto
sobre a carreira de João, seria o corte total do salário e a nova função:
faxineiro de sanitários;
c) No desfecho do conto João transforma-se
num arquivo;
d) O desfecho do texto mostra a desumanização
de João, ou seja, do trabalhador mal remunerado;
e) Sobre moradia, o texto mostra que João
muda-se para locais cada vez mais pobres, porém perto do seu trabalho, até
ficar no relento.
04) Em qual das alternativas abaixo encontramos
Predicativo do Sujeito?
a) Do olho amarelado, escorreu um líquido
tênue.
b) Enfim, atingira todos os objetivos.
c) Agradeço tudo que fizeram em meu
benefício.
d) A emoção impediu qualquer resposta.
e) A pele enrijeceu, ficou lisa.
05) Em todas as alternativas abaixo o predicado
é verbal, com exceção da alternativa...
a) João obteve uma redução de quinze por
cento em seus vencimentos.
b) Aquele era seu primeiro emprego.
c) Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
d) No dia seguinte, mudou-se para um quarto
mais distante do centro da cidade.
sábado, 11 de julho de 2026
segunda-feira, 6 de julho de 2026
PRÓXIMAS DATAS PARA PAGAMENTOS DE MENSALIDADES
Os alunos abaixo têm seu vencimento no próximo sábado, dia 11/07/26.
|
Amanda Gabrielly Peixoto da Cruz |
|
Anna Sophia Gonçalves Russi |
|
Caio Prestes Salvaterra |
|
Camila Bonfim da Silva Cruz |
|
Enzo Rondon * |
|
Guilherme Lionel Fernandes de Moraes |
|
Juliano Junior Dávalos de Arruda * |
|
Kleber Costa da Silva Junior * |
|
Lívia Castro |
|
Luiz Henrique Pereira da Silva
|
|
Marcos Vinicius Tavares Ferreira |
|
Marina Liz Barbosa Robetti |
|
Nathália Lima Coli Cardoso * |
|
Pedro Henrique Rodrigues de Oliveira |
|
Pyetra Rafaelle Marinho Gomes |
|
Rafael Rojas Sales Crubellate |
|
Riquelme Paludo de Campos |
|
Samuel Andrade Beser * |
|
Sara Andrade Beser * |
|
Sofia Gabriella Arruda de Almeida Santos |
|
Sophia Azevedo de Almeida e Silva * |
|
Tainá Pimentel da Rosa |
sábado, 4 de julho de 2026
segunda-feira, 29 de junho de 2026
PRÓXIMAS DATAS PARA PAGAMENTOS DE MENSALIDADES
Os alunos abaixo têm seu vencimento no próximo sábado, dia 04/07/26.
|
Ana Julia Andrade de Amorim |
|
Ana Julya Silva de Oliveira |
|
Ana Luiza de Figueiredo Sartori |
|
Ana Sophia Sousa Maia |
|
Ana Vitória Rodrigues dos Santos |
|
Augusto Grégori Machado Ferreira dos Santos |
|
Diogo Borlin |
|
Elano Gonçalves Padilha |
|
Enrique Rodrigues Souza |
|
Enzo Rondon |
|
Gabriela Figueiredo Santos Lara |
|
Giovanna Armôa Pimenta |
|
Heitor Matheus Sales Fonseca |
|
Hellen Crystina Ferraz da Silva |
|
Igor Cézar de Azevedo |
|
Isadora Moura de Paula |
|
Izabella Yara de Pinho Barbosa |
|
João Marcos Boaventura da Silva |
|
João Paulo Bastos Facincane |
|
João Victor Santos Eregipe |
|
Jorge Miguel de Almeida Oliveira |
|
Juliano Junior Dávalos de Arruda |
|
Junara Neis Santos Morais |
|
Kennedy Willian Moraes dos Santos |
|
Kleber Costa da Silva Junior |
|
Livia Bernini |
|
Lucas Dorileo França |
|
Maísa de Moura Barros |
|
Marcos Henrique da Silva Campos |
|
Maria Clara Soares Leite |
|
Maria Eduarda Moreira Viera |
|
Marilia Miranda Reis |
|
Nathália Lima Coli Cardoso |
|
Nicolas Santana Correia |
|
Nicollas Barros Ribeiro |
|
Nicolli Sophia de Araújo Magalhães |
|
Paola Brandini Spolador |
|
Rafael Clyson Herculano Alcantara |
|
Samuel Andrade Beser |
|
Sara Andrade Beser |
|
Sophia Armôa Pimenta |
|
Sophia Azevedo de Almeida e Silva |
|
Sophya Boanerges de Oliveira |
|
Wevillyn Vitoria Oloemer da Silva |
|
|
|
Yasmin Vitória da Silva Oliveira |
TAREFA DE MATEMÁTICA PARA 04/07/26 – VALE 5,0%
Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:
(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html)
para realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.
01)
Calcule em R o número abaixo:
4x – 7
a) S = { x ∈ N │x >
- 10 }
b) S = { x ∈ R │x >
- 5/4 }
c) S = { x ∈ R │x < - 10 }
d) S = { x ∈ N │x < 2 }
e) nra
02)
Calcule em N o número abaixo:
5a + 6a – 16 ≤ 3a + 2a - 4
a) S = { a ∈ N │a ≥ 2 }
b) S = { a ∈ N │a ≤ 2 }
c) S = { a ∈ R │a ≥ -2 }
d) S = { a ∈ N │a < 2 }
e) nra
03)
Calcule em Q o número abaixo:
3(a – 1) – 7 <
15
a) S = { a ∈ Q │a >
25/3 }
b) S = { a ∈ Q │a < 8 }
c) S = { a ∈ Q │a >
8 }
d) S = { a ∈ Q │a < 25/3 }
e) nra
04)
Calcule em N o número abaixo:
3(x - 1) – (x – 3) + 5 (x – 2) ≤ 18
a) S = { x ∈ N │x ≥ 8 }
b) S = { x ∈ N │x ≤ 8 }
c) S = { x ∈ R │x ≥ 4 }
d) S = { x ∈ N │x ≤ 4 }
e) nra
TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA 04/07/26 – VALE 5,0%
Primeiramente, quero que leiam as REGRAS DE TAREFA:
(http://cursopreparatorioparacefetmt.blogspot.com/2022/01/regras-de-tarefa-do-curso-para-novos.html)
para realizarem-na de forma correta e não deixar que sejam desclassificadas.
MOÇA DEITADA NA GRAMA
Carlos Drummond de Andrade
A moça estava deitada na grama.
Eu vi e achei lindo. Fiquei repetindo para meu deleite
pessoal: “Moça deitada na grama. Deitada na grama. Na grama”. Pois o espetáculo
me embevecia. Não é qualquer coisa que me embevece, a esta altura da vida. A
moça, o estar deitada na grama, àquela hora da tarde, enquanto os carros
passavam e cada ocupante ia ao seu compromisso, à sua alegria ou à sua
amargura, a moça e sua posição me embeveceram.
Não tinha nada de exibicionista, era a própria
descontração, o encontro do corpo com a tranquilidade, fruída em estado de
pureza. Quem quisesse reparar, reparasse; não estava ligando nem desafiando
costumes nem nada. Simplesmente deitada na grama, olhos cerrados, mãos na
testa, vestido azul, sapatos brancos, pulseira, dois anéis, elegante, composta.
De pernas, mostrava o normal. Não era imagem erótica.
Dormia?
Não. Pequenos movimentos indicavam que permanecia consciente, mas eram tão
pequenos que se percebia seu bem-estar inalterável, sua intenção de continuar
assim à sombra dos edifícios, no gramado.
Resolvi parar um pouco, encantado. Queria ver ainda por
algum tempo a escultura da moça, plantada no parque como estátua de Henry
Moore, uma estátua sem obrigação de ser imóvel. E que arfava docemente. Ah, o
arfar da moça, que lhe erguia com leveza o busto, lembrando o sangue de
circular nas artérias silenciosas, tão vivo; e tão calmo, como se também ele
quisesse descansar na grama, curtir para sempre aquele instante de felicidade.
Eis se aproxima um guarda, inclina-se, toca no ombro da
moça. De leve. Ela abre os olhos, sorri bem-disposta:
– Quer deitar também? Aproveita a tarde, tão gostosa.
Ele se mostra embaraçado, fala aos pedaços:
– Não, moça… me desculpe. É o seguinte. A senhora… quer
fazer o favor de levantar?
– Levantar por quê? Está tão bom aqui.
– A senhora não pode ficar aí assim não. Levante, estou
lhe pedindo.
– Por que hei de levantar? Minha posição é cômoda, eu
estou bem aqui. Olhe ali adiante aquele homem, ele também está deitado na
grama.
– Aquele homem é diferente, a senhora não percebe?
– Percebo que é homem, e daí? Homem pode, mulher não?
– Bom, poder ninguém pode, é proibido, mas sendo homem,
além disso mindingo…
– Ah, compreendo agora. Sendo homem e mindingo, tem
direito a deitar no gramado, mas sendo mulher, tendo profissão liberal, pagando
imposto de renda, predial, lixo, sindicato, etc., nada feito. É isso que o
senhor quer dizer?
– Deus me livre, moça. Quem sou eu para dizer uma coisa
dessas? Só que é a primeira vez, e eu tenho dez anos de serviço, que vejo uma
dona como a senhora, bem-vestida, bem-apessoada, assim espichada na grama. Com
a devida licença, achei que não ficava bem imitar os homens, os mindingos, que
a gente tem pena e deixa por aí…
– Faça de conta que eu também sou mindinga – e
a moça abriu para ele um sorriso especial.
– Para o bem da senhora, não convém se arriscar desse
jeito.
– Eu acho que não estou me arriscando nada, pois tem o
senhor aí me garantindo.
– Obrigado. Eu garanto até certo ponto, mas basta a gente
virar as costas, vem aí um elemento e furta o seu reloginho, a sua bolsa, as
suas coisas.
– Sei me defender, meu santo. Tenho o meu cursinho de
caratê.
– Tá certo, mas não deve de facilitar. A senhora se
levante, em nome da lei.
– Espere aí. Ou todos se levantam ou eu continuo deitada
em nome da lei da igualdade.
– Essa lei eu não conheço, dona. Não posso conhecer todas
as leis. Essa que a senhora fala, eu acho que não pegou.
– Mas deve pegar. É preciso que pegue, mais cedo ou mais
tarde.
– Não vai levantar?
– Não.
Ele coçou a cabeça. Agarrar a moça era violência, ela ia
reagir, juntava povo, criava caso. Afinal, não estava fazendo nada de imoral
nem subversivo. Por outro lado, não pegava bem moça deitada na grama – ele
devia ter na mente a idéia de moça vestida de gaze, aérea, meio arcanjo, nunca
deitável no chão de grama, como qualquer vagabundo fedorento.
– A senhora não devia me fazer uma coisa dessas.
– Fazer o quê?
– Me expor nesta situação.
– Eu não fiz nada, estava numa boa oriental, o
senhor chega e…
– É muito difícil lidar com mulheres, elas têm resposta
para tudo.
– Vamos fazer uma coisa. O senhor faz que não me viu, vai
andando, eu saio daqui a pouco. Só mais dez minutos, para não parecer que estou
cedendo a um ato de força.
– Pode ficar o tempo que quiser – decidiu ele. – A
senhora falou numa tal lei da igualdade, então vamos cumprir. Só que aquele
malandro ali adiante tem de se mandar urgente, eu vou lá dar um susto nele, já
gozou demais da lei da igualdade, agora chega!
01)
A frase “Não é qualquer coisa que me embevece a essa altura da vida” mostra
que:
a) O
cronista já não era jovem
b) O
cronista não tinha medo da morte
c) O
cronista teme a morte como qualquer outro ser humano
d) O
cronista compadece da situação da moça
e) nra
02)
Sobre o texto é correto afirmar que:
a) A moça
deitada na grama compõem uma cena que transmitia tranquilidade, calma e
descontração
b) A
chegada de um guarda não perturbou a tranquilidade da Moça
c) O
convite que a moça faz ao Guarda para aproveitar a tarde gostosa, a fala dela e
sua capacidade de argumentar, deixa o mais seguro de si
d) O
sinal de pontuação que revela na resposta do guarda que ele ficou encabulado, é
o ponto de exclamação
e) A moça
em momento algum se acha no direito de desobedecer ao guarda
03)
Sobre o texto é incorreto afirmar que
a) Ao
dizer que o outro além de ser homem era mendigo, o guarda contra-argumenta a
moça
b) Ao
comparar a atitude da moça quando mendigo, o guarda leva em conta a diferença
de sexo e a situação social de cada um
c) Ao
dizer “A senhora se levante em nome da lei.” o contra-argumento utilizado pela
moça é, “ou todos se levantam ou eu continuo deitada em nome da lei da
igualdade”
d) A moça
quis sair um pouco depois do guarda para não parecer que está cedendo a um ato
de força
e) nra
04)
Em qual das alternativas abaixo, o termo “moça” aparece como núcleo do sujeito?
a)
...a moça e sua posição me embeveceram.
b) – Deus
me livre, moça.
c) ...e
a moça abriu para ele um sorriso especial.
d)
Agarrar a moça era violência, ...
e) Por
outro lado, não pegava bem moça deitada na grama – ...
05)
Leia as orações abaixo e assinale a alternativa que identifica corretamente os
sujeitos:
I. Meias e sapatos
estão em promoção naquela loja.
II. Garoou muito em
São Paulo nos últimos dias.
III. Aluga-se esta
casa.
a)
sujeito composto; sujeito inexistente; sujeito indeterminado
b)
sujeito simples; sujeito composto; sujeito oculto
c)
sujeito composto; sujeito simples; sujeito indeterminado
d)
sujeito indeterminado; sujeito oculto; sujeito simples
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