quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ATENÇÃO

A partir deste fim de semana, todo aluno deve levar, além de seu material básico (caneta, lápis, borracha, caderno e tesoura) uma
RÉGUA de 20 ou 30 cm. 

E um compasso.

OBRIGATÓRIO!


terça-feira, 16 de setembro de 2014

ALUNOS COM VENCIMENTO NO PROXIMO SÁBADO - 20/09/14 (no caso da turma do Espaço Atalaia 19/09)


Amanda Paola de Alcantara Fontes*
Ana Luiza dos Santos Torrilhas
Denilson de Mello Conceição*
Emilly Jianny Alves da Silva*
Erick Almeida Cavalcante*
Evandro Silva Bueno Junior
Guilherme Garcia Carvalho Mello
Gustavo Paz Rodrigues
Hector Dias Pereira Silva
Henrique Madeiro de Aguiar
João Batista Barbosa Neto
Julianne Cristina Silva Novais*
Karine de Magalhães Silva
Katia Helen Nunes da Silva
Kelven Dos Reis da Cunha Candido
Khauanny Brenda do Nascimento Dias*
Lorraine Braga Casado Gonçalves
Michael Santos de Oliveira*
Nathalia Fernanda Marques Fernando*
Renata Vitória Aparecida Santos*
Ryan Viana Rodrigues*
Thiago Silvio da Silva Siqueira*
Vanessa Santos da Cunha
Vitória Costa de Souza*
Yuri Gomes de Arruda Oliveira*

II SIMULADÃO 2014 – Colocação Final – Depois da nova correção!






TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA 20/09/14 – VALE 5,0%


CRÔNICA CARIOCA DE NATAL

O Homem zarolho, postado atrás do balcão da portaria do hotel, olhou para o ventre de Maria e disse, peremptório:
- Não há vagas. Os quartos estão todos tomados.
Ela e José desceram; em silêncio, a suja escada que rangia. Logo os envolveu, na noite nova, o rumor da cidade. O povo corria para os ônibus e trens, jornaleiros anunciavam o lançamento de uma bomba atômica no Pacífico – e tudo aquilo desnorteava ainda mais o casal que passara o dia procurando um quarto na grande cidade indiferente. Como dispunham de pouco dinheiro, subiam apenas as escadas das hospedarias que lhes pareciam acessíveis, mas em nenhuma delas haviam encontrado acolhida.
José e Maria continuaram perambulando, ora através de grandes avenidas, ora por estreitas ruas transversais. Estavam cansados, tinham vindo de longe, perseguidos por uma calamidade, e a ninguém conheciam. De vez em quando, Maria parava, queixando-se de seu doce fardo e das veias de suas pernas inchadas. E José erguia os olhos para os arranha-céus iluminados, via os aviões a jato que rumorejavam nas alturas, e esperava que sua mulher sorrisse – era o sinal para continuarem a caminhada.
Tanto andaram que se detiveram diante dos tapumes semiderruídos de um terreno baldio. José espiou, e viu ao longe, entre touças de capim, montes de tijolos e detritos, a sombra de um galpão. Entraram furtivamente, embora ninguém os estivesse observando. Tinham encontrado, afinal, um lugar para aquela noite. José acendeu um fogo de gravetos.
E foi ali que Maria deu à luz o seu filho. Perto, um jumento se agitava, incomodado pelos ratos e moscas que lhe importunavam o sono.
À luz vacilante do fogo de gravetos, José contemplou o recém-nascido: menino. E Maria, pálida, parecia sorrir.
De repente, ouviram rumores e se assustaram. Eram três pessoas que se aproximavam do galpão, atraídas decerto pela luz do pequeno fogo.
Os três visitantes se acercaram e, olhando para dentro do galpão, compreenderam que um menino havia nascido.
O primeiro deles, que carregava um saco, era lixeiro; o segundo, camelô; e o terceiro, um negro tocador de violão, trazia o seu instrumento.
O lixeiro abriu o saco e, escolhendo o trapo menos sujo que ali havia, deu-o a Maria, para que com ele envolvesse santamente o corpo do menino. O camelô depositou aos pés da criança um brinquedo de matéria plástica, coisa de contrabando. E, como o recém-nascido começasse a chorar, o terceiro visitante fez vibrarem as cordas do seu violão. E logo a criança se aquietou.
Então, o ar da noite estrelada encheu-se de sereias, toques de sinos, apitos de navios e de carros. E Maria perguntou:
- Que barulho é este?
Um dos visitantes respondeu:
- É noite de Natal. O povo está comemorando o nascimento de Jesus Cristo.
Maria olhou para o seu filho que, envolto em trapos, dormia inocente no improvisado berço de palha. E duas lágrimas, grossas e cristalinas, desceram lentamente pelo seu rosto.


01) No conto, um casal perambula pela cidade em busca de abrigo. Qual o tema do conto?
a) A beleza do Rio de Janeiro
b) A indiferença das pessoas diante do sofrimento e dos problemas alheios.
c) A relação que se estabelece entre religião e convívio nos dias de hoje.
d) A existência de pessoas boas e pessoas más.
e) nra

02) Com base no que você leu, marque a alternativa incorreta:
a) Os principais personagens desse conto são José e Maria
b) Os fatos acontecem numa noite de Natal
c) O fato que desencadeia toda a narrativa é o nascimento do filho de Maria e José
d) O local em que esse fato acontece é em um galpão abandonado

03) A que passagem da Bíblia os fatos narrados no texto remetem:
a) à Páscoa
b) à ressurreição de Cristo
c) à história do nascimento de Jesus
d) à relação entre a mãe de Jesus e José
e)nra

04) Ainda sobre o texto, é correto afirmar:
a) Para mostrar ao leitor que a humanidade mudou; histórias semelhantes à que aconteceu há milhares de anos não mais acontecem; foi utilizada a estratégia de comparação da historia com a passagem da bíblia.
b) Os fatos narrados se passam na cidade de São Paulo
c) O que comprova a localização dos fatos  está no título: Natal Carioca
d) O corre-corre das pessoas para pega ônibus e trens, a presença de arranha-céus e de grandes avenidas, são elementos e/ou situações descritos no conto, característicos de pequenas cidades
05) Releia o trecho.
“Tanto andarem que se detiveram diante dos tapumes semiderruídos de um terreno baldio.”
Por que as formas verbais destacadas estão empregadas na 3ª pessoa do plural?
a) Para insinuar a existência e mais personagens
b) Para comparar os personagem a outras pessoas
c) Para demonstrar que haviam várias pessoas envolvidas no evento
d) Para concordar com o sujeito: José e Maria.
e) nra

06) Embora o narrado não participe da história e seja apenas um observador das cenas, no trecho a seguir ele emite um juízo de valor. Leia-o.
“[...] tudo aquilo desnorteava ainda mais o casal, que passara o dia procurando um quarto na grande cidade indiferente.”

Que palavra no trecho evidencia a visão pessoal do narrador sobre os fatos narrados?
a) tudo
b) desnorteava
c) casal
d) procurando
e) indiferente

07) No quarto parágrafo, percebe-se que a narrativa da peregrinação dos personagens é muito semelhante à dos pais de Jesus.
Que referencias são feitas pelo narrador para mostrar que os fatos se passam na atualidade?
a) Os arranha-céus iluminados e aviões a jato.
b) Os personagens de José e Maria
c) A queixa de cansaço por parte de Maria
d) As ruas transversais
e) nra


08) A partir do tema do texto e das referências apontadas no item anterior, que reflexões podem ser feitas sobre a humanidade?
a) A humanidade evoluiu tecnologicamente, mas continua a não se preocupar com o bem-estar do próximo.
b) A humanidade não respeita seus iguais
c) A modernidade obscureceu os sentimentos humanos tornando-nos meros animais irracionais
d) A história é mais importante que a atualidade
e) nra

09) Finalmente, os personagens encontram um galpão onde podem passar a noite. O que as palavras e expressões usadas para caracterizar esse lugar não sugerem sobre o local?
a) abandono
b) sujeira
c) descaso
d) violência
e) nra

10) Vemos período composto na alternativa:
a) Então, o ar da noite estrelada encheu-se de sereias, toques de sinos, apitos de navios e de carros.
b) Maria olhou para o seu filho que, envolto em trapos, dormia inocente no improvisado berço de palha.
c) Que barulho é este?
d) O povo está comemorando o nascimento de Jesus Cristo.
e) E duas lágrimas, grossas e cristalinas, desceram lentamente pelo seu rosto.

11) É Período Composto por Coordenação:
a) Tanto andaram que se detiveram diante dos tapumes semiderruídos de um terreno baldio.
b) José espiou, e viu ao longe, entre touças de capim, montes de tijolos e detritos, a sombra de um galpão.
c) Entraram furtivamente, embora ninguém os estivesse observando.
d) Tinham encontrado, afinal, um lugar para aquela noite.
d) José acendeu um fogo de gravetos.
e) nra

12) Marque a alternativa que apresenta Oração Coordenada Assindética:
a) Ela e José desceram; em silêncio, a suja escada que rangia.
b) Logo os envolveu, na noite nova, o rumor da cidade.
c) O povo corria para os ônibus e trens, ...
d) Como dispunham de pouco dinheiro, subiam apenas as escadas das hospedarias que lhes pareciam acessíveis,...
e) nra

13) A alternativa que apresenta o tipo de oração exposta é:
a) Oração Coordenada Sindética Aditiva: José e Maria continuaram perambulando, ora através de grandes avenidas, ora por estreitas ruas transversais.
b) Oração Coordenada Sindética Adversativa: ..., subiam apenas as escadas das hospedarias que lhes pareciam acessíveis, mas em nenhuma delas haviam encontrado acolhida.
c) Oração Coordenada Sindética Alternativa: Estavam cansados, tinham vindo de longe, perseguidos por uma calamidade, e a ninguém conheciam.
d) Oração Coordenada Sindética Conclusiva: De vez em quando, Maria parava, queixando-se de seu doce fardo e das veias de suas pernas inchadas.
e) Oração Coordenada Sindética Explicativa:
E José erguia os olhos para os arranha-céus iluminados, via os aviões a jato que rumorejavam nas alturas,...